Crônica anti-gourmet: estômago é de menininha, mas a culinária é ogra.

Levar a gastronomia de forma leve e com humor é uma das nossas maiores buscas. Por isso, o blog agora conta com uma cronista: a Camila Felix, que fará crônicas sobre o universo da gastronomia e seu estômago do tamanho de uma coxinha. Aproveitem!

Fui convidada para escrever minhas aventuras gastronômicas desgourmetizadas neste site, mas preciso me apresentar antes, gosto de deixar as coisas bem claras num relacionamento. Eu não sei cozinhar. Cozinho algumas coisas, fica até gostosinho se eu tô na vibe, mas no geral é só uma comida que desce bem ~ às vezes, nem isso. Eu não tenho fogão, uso um fogareiro de acampamento para fritar um ovo, fazer um café, preparar um molho de tomate praquele macarrãozão maneiro. Pra complementar a cozinha, possuo um grill George Foremann e uma panela elétrica que dá dó, mas quebra um galho.

Não dou a mínima para restaurantes caros, curto os PFs do centro da cidade. Tenho pavor a self service. Meus amigos dizem que tenho um estômago do tamanho de uma coxinha ~ o que me lembra que sou capaz de trocar um prato de comida por uma coxinha fácil. Entre beber e comer, escolho beber. Adoro fritos e, na maioria das vezes, me alimento mal. Qualquer nutricionista ia pirar comigo!

Apesar dessa relação caótica com alimentação, não sou fresca. Como de tudo e experimento as coisas que ainda não comi nessa vida. Sem grilos, sem restrições. O problema é que cozinhar não é o meu talento, mas pode me chamar pra comer que eu vou!

No último domingo, minha amiga Mariana Padrão serviu o seu já famoso Baião de Dois no samba da Glória. Esse evento maravilhoso acontece sempre nos segundos domingos do mês e eu já não ia há algum tempo. Além do baião, ela levou umas batatinhas calabresa que amo e não pensei duas vezes antes de fazer o meu pedido:

– Mari, rola de fazer o combo pra mim com tudo dentro? – Ela riu.

– Que isso?! Depois eu que sou esfomeada! – Disse a Liana, arrependida de não ter pedido o mesmo.

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É incrível como o baião da Mari fica cada vez melhor, molhadinho, cheio de queijo coalho, pra comer agradecendo aos deuses! A batata vem picante na medida certa, principalmente pra mim, que sou iniciante na pimenta. Claro que a Liana ficou do meu lado esperando eu me empanturrar logo pra ela comer o resto, meus amigos fazem isso comigo. Tenho um amigo que espera alisando a barriga e tudo, uma coisa horrorosa.

Até a próxima!

Crônica anti-gourmet: estômago é de menininha, mas a culinária é ogra.

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