Vieiras e maricultores de Angra dos Reis

Se você nunca provou vieiras, no mínimo já ouviu falar. Atualmente, está presente em muitos cardápios de restaurantes e toda hora tem um prato em programa de gastronomia que essa iguaria aparece. Lyropecten nodosus, é o seu nome científico. Um molusco bivalve filtrator nadador. Muito apreciado pelos franceses, por lá é conhecido como Coquilles Saint-Jacques.

No Brasil, há uma espécie nativa, elas são encontradas no litoral fluminense até o catarinense. No Rio de Janeiro, tem seu habitat natural na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis. A região é o maior produtor do estado, e os maricultores vêm aumentado a cada ano a produção de vieiras.

 

A Carol Sá, nossa consultora, a convite do Prêmio Maravilhas Gastronômicas do Rio de Janeiro, conheceu o Sr. Kazuo da Fazenda Nautilus. Durante a visita guiada pela fazenda de maricultura, ela acompanhou todas as etapas do cultivo do animal, desde a semente até o tamanho final para comercialização e detalhou todo o processo.

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A fecundação se dá em laboratório, depois as sementes são dividas em gaiolas com capacidade para 100 pequenos moluscos. Em seu processo de crescimento, a quantidade por gaiola diminui ao longo do crescimento dos animais, chegando ao final com apenas 16 vieiras. Todo o processo da fazenda marinha é acompanhado por especialistas e tem a preocupação em ser ambientalmente correto causando o mínimo de impacto possível ao bioma marinho local.

Além de ser um excelente e muito apreciado alimento, a vieira nativa estava em risco de extinção. Hoje, uma fazenda como essa representa não só uma importante atividade econômica local, como também uma iniciativa, mesmo que pequena, de repovoamento da espécie no ambiente. Por ser um molusco filtrador, elas têm um importante papel dentro do bioma, pois são naturalmente um bioindicador de pureza do ecossistema marinho, sua presença só é possível em águas límpidas.

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A Fazenda Nautillus está dentro de uma unidade de conservação, a ESEC Tamoios  gerenciada pelo ICMBio. A garantia da qualidade deste fruto do mar faz parte da política de incentivo da prefeitura de Angra dos Reis. A cada 15 dias, a secretaria municipal de Pesca e Aquicultura realiza o monitoramento ambiental das fazendas marinhas. As análises físico-químicas testam a temperatura, salinidade, transparência e o oxigênio absorvido nas águas onde são cultivadas as vieiras. O objetivo é assegurar a qualidade do produto durante todo o processo até chegar ao consumidor. Essa preocupação tem a ver com a sensibilidade peculiar dos moluscos que são organismos filtradores e necessariamente devem estar frescos ao serem preparados e servidos em refeições.

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No final da visita, todos são convidados para uma bela refeição repleta de vieiras, peixes e outros frutos do mar. No cardápio teve pururuca de Bijupirá (outro peixe nativo cultivado na fazenda), vieiras assadas na manteiga de ervas, risoto de vieiras, talharim ao nero di seppia com frutos do mar, além de saladas e sobremesas. Segundo a Carol, estava tudo estava fresco e delicioso.

Demais a experiência, né?! Segundo, a Carol o local ainda abriga uma lindíssima e aconchegante pousada que oferece diversão e contato com a natureza numa pequena praia particular da Ilha Grande. Um ótimo lugar para descansar e se reconectar com o natural.

Mais informações:
FAZENDA DE MARICULTURA & POUSADA NAUTILUS
Praia de Jaconema, S/N – CEP 23900-900 – Ilha Grande – Angra dos Reis – RJ – Brasil
Celular (024) 99858-2295 / Nextel ID 55*137*1239
E-mail: falecom@nautilus.tur.br
http://www.nautilusilhagrande.com.br/

Vieiras e maricultores de Angra dos Reis
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